0 comentários 8 de novembro de 2009

Hi! Renato is down for maintenance and will be back shortly.

2 comentários 5 de outubro de 2009

"Enquanto não superarmos
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.
Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um.
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência, não pensar..."

Fernando Pessoa

0 comentários 10 de setembro de 2009

O eremita estava andando pelo bosque que passava todo ano em busca de frutas frescas, como faz todo ano nessa época.
Durante o caminho encontrou um homem sentado, aos prantos, no meio da humilde trilha que ligava um vilarejo a outro.
O eremita, confuso, não exitou e com sua voz rouca que não praticava a fala por muito tempo, perguntou:
- Qual o motivo de sua tristeza, meu jovem?
- Sofro de Agônia, meu senhor.
- Agônia, o que ocorreu?
O homem pensou se iria se abrir com o eremita ou não. Mas por estarem sozinhos no bosque e por ser um velho sábio, que não via um rosto estranho por muito tempo, se sentiu seguro em abrir-se e disse:
- Meu senhor, a agônia é por amor.
- Amor? Ela não esta mais em seus braços, meu amigo?
- Não, não é isso, ela nunca soube que eu a queria em meus braços.
No mesmo momento o eremita frangiu a testa, apontando seu longo dedo para o homem caído no chão, elevando sua voz disse:
- Seu covarde, não disse nada a ela?
O Homem levantou o rosto e disse:
- Não senhor, mas não é necessário, ela te certa forma sabe. O problema é que ela está presa.
- Presa?
- Sim, presa com sua utopia, isso não é possivel que eu remova dela.
[...]



0 comentários 6 de agosto de 2009

"(...)

- Você jura?

- Juro. Deixe ver os olhos, Capitu.

Tinha-me lembrado a definição que José Dias dera deles, "olhos de cigana oblíqua e dissimulada."
Eu não sabia o que era obliqua, mas dissimulada sabia, e queria ver se podiam chamar assim.

Capitu deixou-se fitar e examinar. Só me perguntava o que era, se nunca os vira, eu nada achei extraordinário; a cor e a doçura eram minhas conhecidas. A demora da contemplação creio que lhe deu outra idéia do meu intento; imaginou que era um pretexto para mirá-los mais de perto, com os meus olhos longos, constantes, enfiados neles, e a isto atribuo que entrassem a ficar crescidos, crescidos e sombrios, com tal expressão que...

Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram.
Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá idéia daquela feição nova.
Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca.

Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros, mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me.
Quantos minutos gastamos naquele jogo? Só os relógios do céu terão marcado esse tempo infinito e breve.
A eternidade tem as suas pêndulas; nem por não acabar nunca deixa de querer saber a duração das felicidades e dos suplícios. Há de dobrar o gozo aos bem-aventurados do céu conhecer a soma dos tormentos que já terão padecido no inferno os seus inimigos; assim também a quantidade das delícias que terão gozado no céu os seus desafetos aumentará as dores aos condenados do inferno.
Este outro suplício escapou ao divino Dane; mas eu não estou aqui para emendar poetas. Estou para contar que, ao cabo de um tempo não marcado, agarrei-me definitivamente aos cabelos de Capitu, mas então com as mãos, e disse-lhe,- para dizer alguma cousa,- que era capaz de os pentear, se quisesse.

- Você?

- Eu mesmo.

- Vai embaraçar-me o cabelo todo, isso sim.

- Se embaraçar, você desembaraça depois.

- Vamos ver.

(...)"

"Dom Casmurro" - Machado de Assis

2 comentários 10 de julho de 2009














jatasya hi dhruvo mrtyur
dhruvam janma mrtasya ca
tasmad apariharye 'rthe
na tvam socitum arhasi

Krishna


Tradução:Inevitável é a morte para os que nascem; todo o morrer é um nascer – pelo que, não deves entristecer-te por causa do inevitável.

1 comentários 6 de julho de 2009

...quando menos se espera, o que parecia estar morto, e nunca mais ia atrapalhar você de viver, reaparece.


Gli amanti azzurri (The blue lovers) by Marc Chagall

1 comentários 16 de maio de 2009

Esses dias, bem de manhã, eu fui para pegar uma toalha na secadora, tinha acabado de sair do banho, estava por volta de 3º C, às 5h30, eu respirava e entrada um ar gelado e cortante dentro de mim e meu corpo inteiro estava frio e tremulo, mal podia esperar para voltar para dentro com a toalha dentro minha cintura e sentir meu quarto quentinho.
Quando voltei para dentro, aliviado, percebi que não era o mesmo, estava com meus dedos enrugadinhos e com muita tosse, minha voz tinha mudado e mais alguma tinha mudado, mas o que? O que poderia ser que está faltando?

2 comentários 19 de abril de 2009

Nunca fui como todos;
Nunca tive muitos amigos;
Nunca fui favorita;
Nunca fui o que meus pais queriam;
Nunca tive alguém que amasse;
Mas tive somente a mim;
A minha absoluta verdade;
Meu verdadeiro pensamento;
O meu conforto nas horas de sofrimento;
não vivo sozinha porque gosto
e sim porque aprendi a ser só...

Florbela Espanca

1 comentários 15 de março de 2009

Hoje sonhei com ela, mais uma vez, ela sorria e ria, dizendo coisas maravilhosas para mim, porém, sua voz não estava sincronizada com seus lábios, sua voz transitava entre tons maravilhosos de graves e agudos. Todo aquele cenário psicodélico me deixava apavorado. Atrás dela existia bastante luz e escuridão, só que uma luz mais brilhante que o normal e um escuro mais sombrio que o normal.
Ela era impulsiva como sempre, dizia tudo o que estava pensando, fazia tudo o que estava pensando, dizia que eu tinha derrubado suco de tangerina no meu queixo e ria constamente levando sua mão a boca de uma maneira doce. Riu carinhosamente e beijou meu queixo, mas quando tocou seus lábios em mim, puf, evaporou numa forma de fumaça roxa.
Mais uma lembrança morreu.


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Da observação

Não te irrites, por mais que te fizerem...
Estuda, a frio, o coração alheio.
Farás, assim, do mal que eles te querem,
Teu mais amável e sutil recreio...

2 comentários 22 de janeiro de 2009

Um amigo me perguntou esses dias se eu ainda acredito no ser humano.
Eu estava andando quando ele disse isso, no momento em que ele terminou a pergunta, eu parei pensativo, olhei para o céu, abaixei meu rosto vagarosamente, amarrei meu tênis, olhei para frente muito tenso, respirei fundo e disse para ele:
- Ei, Vamos tomar um sorvete?


Essa postagem é uma forma de protesto a minha indignação e a parte da minha esperança, que esta morta.
Já que essa postagem foi uma bosta, eu deixo vocês com uma arte do mestre M.C Escher.

4 comentários 30 de dezembro de 2008


Muitas pessoas odeiam o amor, ou emitem ele de todas as formas, sim existe isso. Eu era uma delas, mas vi que o amor nada mais é que uma conexão entre duas ou mais pessoas, não existe forma de impedir tal fato, a única forma é impedir a pessoa.
Já ouvi muita gente dizer que amor machuca, mas como uma conexão pode machucar alguém?
Obviamente não é o amor, mas sim o fim dele, pois de tão belo que o corpo e alma adoece se for tirado. Muitas vezes dói pois esta conexão está ligada a outras coisas, como o coração ou a alma e sempre que a conexão é desfeita leva-se um pedaço de onde ela estava.
Pessoas cometem suicidio por amor, mas esquecem que chegaram a esse planeta sem ele e provavelmente morram sem ele. Não se pode dar seu corpo e alma para uma conexão, ela pode se romper e levar tudo de você.
O amor é feito a mão, é uma obra prima, assim como cada ser humano. Ele tem suas imperfeições conforme cada um que o faz. Ele é perfeito, do jeito que é, com suas imperfeições.





1 comentários 28 de dezembro de 2008

Mas que droga é essa que tanto dizem?
Felicidade.
Mas que droga é essa que tanto dizem?
Ódio.
Mas que droga é essa que tanto dizem?
Amor.
Mas que droga é essa que tanto dizem?
Tristeza.
Mas que droga é essa que tanto dizem?
Alegria.
Mas que droga é essa que tanto dizem?
Suicidio.
Mas que droga é essa que tanto dizem?
Empolgação.
Mas que droga é essa que tanto dizem?
Tesão.
Mas que droga é essa que tanto dizem?
Decepção.
Mas que droga é essa que tanto dizem?
Será que alguém pode me dizer?

3 comentários 3 de setembro de 2008

Realmente meu blog decaiu consideravelmente, em relação às postagens. Não estou dizendo que os posts anteriores eram geniais, mas os de agora estão muito ruins.

Parece que entrei na universidade e mudei. Hoje em dia estudo tanto, mas tanto que não tenho tempo para mim. Tempo para fazer nada, para pensar, para respirar, para pensar como o meu corpo funciona ou como será o futuro.

Hoje, sou um ser pensante gabaritado, futuro graduado em ciência da computação, fazendo o curso em fase, sem nenhuma reprova, mas por dentro me sinto mais frio e amargo do que antes. Como se eu fosse mais um no mundo, comum.

As vezes a consciência pesa e dou um passo a frente, mas depois volta tudo e dou dois ou três para trás.

Enfim, existem momentos que eu nem me reconheço, DROGA...

... DROGA, mais uma postagem inútil.

3 comentários 12 de agosto de 2008

Infelizmente eu tenho essa mania de esperar reciprocidade, não que eu espero algo de alguém, mas você entende, né?

Como minha mãe diz, você acaba "caindo do cavalo".

2 comentários 7 de agosto de 2008

Uma vez acordei num lugar muito luxuoso, pensei que estava morto, mas na verdade longe disso.
Nesse lugar tinha predominancia da cor vermelha e marrom em seus moveis, era tudo muito bonito e tinha um ar de lugar senil.
A cama em que eu estava era inglesa tradicional dos anos 10, existia quadros do dadaismo por todas as partes, um criado mudo muito simples e marrom, a unica coisa se destacava num quarto tão luxuoso. Quando eu coloquei meus pés no chão vi que tinha chinelos de pelucia com detalhes de tritio solido, mais valioso que o ouro, mesmo imcomodado com tal situação de tal de esbanjo, não é do meu "caô" ser tão materialista assim.
Mas se a casa era daquele jeito, realmente o que me deixava realmente curioso era porque eu estava lá e quem tinha me levado lá. Resolvi andar por lá, coloquei os chinelos de tritio, me dirigi até a porta.

[...]

1 comentários 30 de julho de 2008

A pele muda, a pele desmuda,
com uma pequena gota,
da coisa mais superficial,
distorce, morre, vive e enruga.

Ao contrario, a mente se prende,
morte, vida, sofrimento e mudança,
ela fica estavel, as vezes,
eternamente.

Não quero mais essa sua graça,
pois o tempo mata sua pele,
e cada vez mais endurece sua mente.

...

Renato Molina

2 comentários 5 de julho de 2008

Me deparei com algo muito estranho, uma tarefa na verdade, disserte sobre a frase "A Robótica nasceu para acertar onde Deus errou".
Muito polêmico pro meu gosto.
Depois eu falo nisso, até.

1 comentários 3 de junho de 2008

Você que me suspirou,
pegou uma metade de mim,
chegou, tirou meu doce,
envenenou meu querer,
levou ele daqui.

Não sei se é vicio,
se foi o maior erro,
só sei que levou meu doce,
minha graça e meu querer.

Agora tudo é normal,
mas tudo sem cor e sem sabor,
como qualquer outro, bem banal.

Hoje me sinto um outro,
normal, normal, normal,
cheio de desgosto.

0 comentários 1 de junho de 2008

Noite de 1 de junho de 2008,
parece tudo calmo, tudo sereno,
mas na verdade o inferno esta dentro,
cada vez mais quente, cada vez mais triste.